A culpa é do John Green!
05:38
Finalmente a adaptação para as telonas do best-seller que se tornou queridinho da galera está prestes a sair, A Culpa É das Estrelas tem data de estréia oficial no dia 5 de junho e é um dos filmes mais cotados do ano.
Parece que foi ontem que eu peguei em um exemplar de ACEDE pela primeira vez, o livro ainda não tinha estourado aqui no Brasil e eram poucas as pessoas que eu via comentando sobre. Hoje, em uma madrugada de primeiro de Junho, eu só consigo pensar que o meu fim está próximo. Não faço ideia de como vai ser minha reação ao ver todas aquelas páginas das quais a maioria eu me desmanchei em lágrimas e o pior de tudo, não sei se sou forte o suficiente para aguentar o desfecho. Acho que no dia da estréia deveríamos subir uma tag de #STAYSTRONG no twitter, que tal?! Haha.
John Green que me desculpe, mas o título do seu livro está totalmente errado. Eu sei que é fácil colocar a culpa nos outros, só que a culpa não é das estrelas, é totalmente dele. Cada página te prende, cada capítulo, te tira o fôlego e não sei vocês, mas eu quase tive um ataque cardíaco a cada página que eu virava! John, se eu tivesse o direito de ter um desejo, eu iria até você pra dar na sua cara e dizer o quanto sou grata por você ter escrito uns dos melhores livros da minha vida.
Falei de mais, mas chegar ao propósito do post que é bom nada! Trouxe para vocês algumas das minhas frases preferidas do livro e que espero que esteja no filme, porque se for para foder com meu emocional, é bom arrasar com força!
Let´s go!
Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como Uma Aflição Imperial, do qual você não consegue falar – livros tão especiais e ratos e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.
Não era nem pelo fato de o livro ser bom nem nada; era só porque o autor, Peter Van Houten, parecia me entender dos modos mais estranhos e improváveis. Uma aflição imperial era o meu livro, do mesmo jeito que meu corpo era meu corpo e meus pensamentos eram meus pensamentos.
- Esse é o problema da dor – o Augustus disse, e aí olhou para mim. – Ela precisa ser sentida.Acredito que o universo quer ser notado. Acho que o universo é, questionavelmente, tendencioso para a consciência, que premia a inteligência em parte porque gosta que sua elegância seja observada. E quem sou eu, vivendo nomeio da história, para dizer ao universo que ele, ou a minha observação dele, é temporária?
- Não é justo – falei. – É tudo tão injusto… - O mundo não é uma fábrica de realização de desejos – ele retrucou.
Enquanto ele lia, me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra.
- Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe. Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá?Meu pai inclinou a cabeça um pouquinho para o lado, como se eu fosse um cachorrinho que acabou de ser repreendido. - Eu sou uma granada – repeti. – Só quero ficar longe das pessoas, ler livros, pensar e ficar com vocês dois, porque não há nada que eu possa fazer para não ferir vocês; vocês estão envolvidos demais, por isso me deixem fazer isso, tá? Não estou deprimida. Não preciso sair mais. E não posso ser uma adolescente normal porque sou uma granada.
Seria uma honra ter o coração partido por você.
Se ela estivesse melhor ou o senhor, mais doente, então as estrelas não estariam tão terrivelmente cruzadas, mas é da natureza das estrelas se cruzar, e nunca Shakespeare esteve tão equivocado como quando fez Cássio declarar: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas/ Mas de nós mesmos.”
Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações.
Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma infinidade de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros (...) Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.
Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe? Não acho que todo mundo possa continuar tendo dois olhos nem que possa evitar ficar doente, e tal, mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa.
Sem dor, não poderíamos reconhecer o prazer.
Se eu empolgar acabo escrevendo o livro todo, então essa é minha deixa. Preparem os lencinhos viu?!



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